segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Correção da Atividade de Revisão para o 8 ano

Pessoal, segue a correção como prometido.
Estudem principalmente por ela! No entanto, não deixem de ler o livro e os registros do caderno. Bons Estudos!!!


Correção da Atividade de Revisão
1.      1. De acordo com o antropólogo Gordon Childe o ser humano é o ser mais frágil da natureza, do ponto de vista biológico. No entanto, consegue “melhorar” sua condição, através da transformação que realiza no meio em função de sua adaptação e sobrevivência.

2.       2. O ser humano é biológico pois possui um corpo que carrega as necessidades que são instintivas e naturais, tais como a vontade de comer ou de ir ao banheiro. No entanto, é ao mesmo tempo cultural pois através de sua inteligência e da sua relação, vai transformando e criando costumes próprios, como o que vamos comer.

3.      3. a) Biosfera: espaço onde é possível o desenvolvimento da vida no universo.
b) Antroposfera: espaço na biosfera que foi ajustado pelo ser humano para sua sobrevivência.
c) Cosmo humano: um espaço construído pelos conhecimentos realizados pelos diferentes grupos sociais através da história.

4. A relação entre os conceitos da questão anterior é que o ser humano precisa da biosfera para conseguir desenvolver-se e adaptar-se ao meio, criando assim, a antroposfera. A partir da junção dessa biosfera com a antroposfera forma-se o que denominamos como cosmo humano.

5. A linguagem determina a transição entre natureza e cultura pois é a partir dela que o ser humano aprende coisas novas e tem a possibilidade de desenvolver o conhecimento. E o trabalho também determina essa transição já que é através dele que criamos e desenvolvemos a realidade. Qualquer instrumento desenvolvido a partir do trabalho demonstra o uso do conhecimento, por isso, ele pode nos diferenciar dos outros animais.

6. Cultura designa o conjunto dos modos de vida criados e transmitidos de uma geração a outra, entre os membros de uma sociedade. Abrange conhecimentos, crenças, artes, normas, costumes e muitos outros elementos desenvolvidos e consolidados pelas coletividades humanas.


7. Essa questão é individual, no entanto, o que vocês devem ter em mente é o que na sua vida pode ser considerado um elementos cultural, ou seja, a forma como pensamos, agimos ou nos comportamos, demonstra essa influência.

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

O Racismo é estrutural no Brasil

Olá,

Acabo de ler essa reportagem no Estadão e achei interessante compartilhá-la devido à evidência dos últimos acontecimentos.
Andamos pelas ruas todos os dias em uma espécie de fantasia ao ignorarmos o fato de que temos um preconceito enraizado nas relações sociais do Brasil. Em função do “mito da democracia racial”, incorporamos a ideia de que tudo está bem e que todos no país têm as mesmas oportunidades.
Os dados estatísticos estão aí para mostrar que não é bem assim!
O acontecimento em Porto Alegre na torcida do Grêmio, também! Aliás, um ato de milhares que ocorrem todos os dias no Brasil.
Assistam ao horário eleitoral e contem quantos negros são candidatos a cargos políticos e quantos efetivamente se elegem!
Vejam um trecho da reportagem sugerida no link:
“Mas as constatações dos peritos da ONU, que visitaram o Brasil entre os dias 4 e 14 de dezembro de 2013, são claras: os negros no País são os que mais são assassinados, são os que têm menor escolaridade, menores salários, maior taxa de desemprego, menos acesso à saúde, são os que morrem mais cedo e têm a menor participação do Produto Interno Bruto (PIB). No entanto, são os que mais lotam as prisões e os que menos ocupam postos nos governos.”

Diante dessas informações fica a pergunta: Será que todos os negros não estão dispostos a trabalhar e melhorar sua condição de vida ou, será que existe um problema sério de desigualdade social, política e econômica no nosso País?




http://brasil.estadao.com.br/noticias/geral,racismo-e-estrutural-e-institucionalizado-no-brasil-diz-a-onu,1559036

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

terça-feira, 20 de maio de 2014

Matéria para o Nono ano de Filosofia

Olá pessoal!!!

Seguem os dois slides que devem ser estudados para o Provão e a P1.
Leiam com atenção e anotem as dúvidas.
Qualquer coisa estou disponível na escola todos os dias!!!

Bom Estudo!
Prof. Lucas

http://www.slideboom.com/presentations/1005562/O-Trabalho-na-Hist%C3%B3ria

http://www.slideboom.com/presentations/1005558/Cap%C3%ADtulo-8

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Revisão para o sétimo ano de História para P2

Olá Pessoal do sétimo ano!

Abaixo, segue o link de revisão preparado especialmente para a P2 de História que acontecerá no dia 11/04/2014 - sexta.
Qualquer dúvida, favor anotar e perguntar.
Não deixe de tirar as dúvidas.
Bom Estudo!

Prof. Lucas


http://www.slideboom.com/presentations/971810/Revis%C3%A3o-para-P2-de-Hist%C3%B3ria

terça-feira, 1 de abril de 2014

A mídia é o ópio do povo

Mesmo parafraseando o famoso ditado acima, logo quando se lê vêm à mente o grande filósofo do século XVIII, Karl Marx, que teve um esforço incansável para tentar desmascarar toda e qualquer ideologia que possa retirar dos fatos reais uma interpretação verdadeira. Indo na mesma linha do filósofo, o que se pretende aqui é demonstrar a mídia como uma das mais fortes ideologias deturpadora dos problemas sociais.
No entanto, deve-se deixar claro que seria muita hipocrisia escrever um texto para a mídia criticando a mesma mídia. Por isso, não é genericamente que será tratado o assunto, mas, principalmente, da chamada GRANDE MÍDIA.
Dentre os muitos aspectos que poderiam ser trabalhados à partir do tema, a atenção maior estará voltada às tele-novelas diariamente ao alcance dos botões do nosso controle remoto. Sabe-se que essas não podem ser algo de estrema ilusão, mas devem trabalhar aspectos cotidianos com um floreio peculiar. Isso cria a idéia, não de uma ficção bem montada, mas de uma trama onde os atores conseguem ser reais em suas interpretações.
Sendo assim, um ator ou uma atriz será tanto melhor quanto mais conseguir passar veracidade à cena. Apesar de parecer a função óbvia dos atores, isso acaba prestando um desserviço aos telespectadores, que deveriam assistir e ter a plena consciência de que tudo o que está sendo passado é uma mentira. Mas os mesmos acabam por idealizar modelos e padrões que, inconscientemente, serão buscados a duras penas.
Em novelas, dificilmente encontramos mulheres novas, ricas e “gordas”, pois essas são apresentadas como empregadas domésticas ou, simplesmente, pobres. Os negros são “condenados” a fazerem papéis de miseráveis, mau caráter ou como os que aceitam reprimidamente a exclusão. Sempre existe um amor mal resolvido no começo, que passa por uma rede de conspiração, engano, traição e decepção, mas que no final acabará bem. Somente uma pessoa não acaba bem, a vilã ou o vilão do enredo, os quais acabam no hospício, mortos ou na miséria.
Disso tudo, que aparentemente são coisas desapercebidas na trama, temos ideologias perversas. No primeiro caso temos a transmissão de um padrão idealizado de beleza onde o melhor é ser magra. Com isso, conseguiremos ter dinheiro e fama. Do contrário, se for gordinha, ou faça um regime para se encaixar nos moldes ou está fadada a ser empregada doméstica e pobre.
Temos também o caso com os negros, que já possuem toda uma história de exploração e repressão. Nas famosas tele-novelas eles são novamente escravizados ideologicamente pela mídia a não pensarem em alçarem vôos de mudança, já que os brancos se acostumaram a não vê-los inseridos na alta sociedade e eles próprios, com baixa autoestima, não se arriscam a grandes inovações.
Quando falamos nos relacionamentos então, muitos aspectos podem ser levantados. Dificilmente encontramos novelas onde existam casais fiéis, ou em que o casal do “amor idealizado” seja pobre e termine o enredo pobre para mostrar que a felicidade não depende de sua classe social. Sem falar no padrão de homem e mulher perfeitos que muitos adolescentes, jovens e até adultos acabam esperando para suas vidas ao verem os relacionamentos apresentados.
Já no caso da vilã, fica nítida impressão de que ser uma pessoa má muitas vezes vale a pena, já que o “bonzinho” sofre a novela toda pelas conspirações e tramas armadas e só conseguirá ser feliz no último capítulo. Já o personagem maldoso, se dá bem a novela inteira e somente no último capítulo vai acontecer algo de ruim. Isso quando ele não termina na miséria, demonstrando que quem está nessa situação (que não são poucos) é porque fez alguma coisa de errado na vida.
Com tudo isso, que na verdade é uma pequena parte de tudo que se passa nas tele-novelas, muitas vezes ficamos preocupados com nossas crianças em preservá-las de cenas de sexo. Entretanto, muitas são as ideologias apresentadas por essa programação muito mais prejudicial, ou seja, os padrões de comportamento, de moda, de felicidade, de economia e a rede de maldades que eles nos colocam como se na sociedade fosse da mesma forma: os bonzinhos e os maldosos travando batalhas.

Na verdade, o que se esquece de dizer é que na sociedade real, nem sempre o bem vence no final, que existe uma má administração governamental que nos oprime a continuarmos com a mesma classe social e que o poder continua nas mãos dos ricos, os mesmos que no horário nobre nos vendem as drogas. Talvez se Marx estivesse vivo se espantaria em ver como a manipulação da religião é minúscula ante a abrangência e os recursos utilizados por essa grande mídia. Assim, nosso título seria integralmente de quem o proferiu pela primeira vez.

sexta-feira, 21 de março de 2014

Mais um caso de descaso!!

Olá queridos alunos e leitores. Gostaria de compartilhar com vocês uma leitura recente de um caso igualmente recente e, por que não, chocante.

Não consigo olhar para uma realidade dessa e entender que foi um mero acaso, ou simplesmente algo "normal"...

Nossa competente polícia militar não cessa de demonstrar seus princípios e o porquê está nas ruas. Basta olhar e ver!!!

Segue o texto do brilhante Nassif:


A violência estatal que nos arrasta pelo asfalto

Para as elites do país é inadmissível que a "ordem" que lhes assegura no poder é sustentada por um grau altíssimo de violência estatal cotidiana.

Fábio Nassif
AND
Cláudia Ferreira da Silva foi assassinada por agentes de segurança pública. Moradora do Morro da Congonha, em Madureira (subúrbio do Rio de Janeiro), mãe de 4 filhos, negra, Cláudia havia saído pra comprar pão. Era domingo. Foi atingida por dois tiros, um no peito, outro na cabeça. Os policiais a jogaram no porta-malas da viatura e durante o trajeto seu corpo caiu no asfalto. Pelo relato de sua filha, Thaís, Cláudia ainda estava consciente quando foi arremessada no carro da polícia. Ela foi arrastada por pelo menos 350 metros e morreu. A cena foi gravada e divulgada na internet.
 
O roteiro que se segue diante de fatos como esse é o mesmo: os policiais afirmam que ela tinha ligações com o tráfico de drogas, que houve troca de tiros e que tentaram socorrê-la; o comando da Polícia Militar afasta os soldados envolvidos; o governo estadual promete apuração rigorosa do caso; a presidenta da República se diz chocada; a grande mídia explora o caso e se diz sensibilizada.
 
Todos esses protagonistas alimentam a mesma tese de que a morte de Cláudia se trata de uma exceção, um acidente, um erro de percurso, um incidente chocante e infeliz.
 
Os moradores da comunidade de Cláudia protestam. Mas para as elites do país é inadmíssível que a "ordem" que lhes assegura no poder é sustentada por um grau altíssimo de violência estatal cotidiana. É considerada uma ameaça ao seu "Estado democrático de direito", a percepção generalizada, por parte da população, de que o assassinato de negros pobres das periferias são regra básica e fundamental da nossa democradura.
 
Exagero? Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2013, as polícias matam cinco pessoas por dia no Brasil. Duas em cada três pessoas mortas pela polícia são negras.
 
É tão incompreensível que tantos ônibus estejam sendo incendiados por aí?

A mídia cuida de somar a quantidade deles. Convocam “especialistas” em segurança para analisar os protestos violentos. Fazem o cálculo do prejuízo financeiro de tais depredações. E a narrativa se encerra no problema do trânsito causado pelos atos de revolta. 

Ignoram, hipócrita e propositalmente, o grito da população oprimida que quer passar um único recado: os assassinatos praticados por policiais são a regra no estado de exceção que existe nas periferias.
 
Mais do que uma análise acadêmica sobre as características do atual regime político brasileiro, a verdade irrefutável é que o aprofundamento da militarização do sistema de segurança do país faz deste estado um dos mais violentos do mundo.
 
O ano de 2014 já está marcado por um nível de conflitividade social ímpar. Como lidar com uma população que tem deixado de aceitar o cotidiano massacrante que garante o poder confortante de uma minoria? Até agora o que se sabe é que o país se prepara, com leis e armas, para garantir a realização da Copa do Mundo da Fifa e, muito mais do que isso, para retomar a "estabilidade" necessária para a realização das eleições.
 
Ainda mais neste ano em que descomemoramos o golpe militar de 64, não é possível admitir a defesa da “democracia” e ao mesmo tempo a manutenção da militarização da segurança pública. Não tem sentido lógico nem político defender um modelo de ocupação territorial ostensivo e militarizado de favelas – ironicamente chamado de pacificação – e se dizer em choque com as mortes praticadas pelas forças públicas de segurança.
 
Nem mesmo o forte slogan da "guerra às drogas" - que justifica até hoje os crimes cometidos pelo Estado – têm conseguido esconder o fato de se tratar de uma guerra aos pobres.
 
Enquanto os problemas de fundo do país não forem encarados em um nível político superior e com uma agenda de enfrentamento à lógica do Capital, nossa história, incapaz de se livrar da dependência da violência estatal, continuará sendo arrastada dolorosamente pelo asfalto.  
___________
 
Fábio Nassif é jornalista da Carta Maior.

sexta-feira, 7 de março de 2014

Dia Internacional da Mulher


Nesse dia 08 de março, dia internacional da mulher, nada melhor do que olhar para nossa sociedade com olhar crítico e fazer as seguintes perguntas:
- Quais são as conquistas das mulheres nos últimos vinte anos?
- A mulher já consegue se igualar aos homens em seus direitos?
- Qual a influência cultural na vida do homem e da mulher na construção da atual organização?

O vídeo acima nos auxilia na reflexão com dados precisos sobre a realidade feminina no Brasil.
Ainda temos um longo caminho para percorrer e afim de amenizar e, por que não, acabar com essa situação de submissão e exploração da mulher.
Parabéns a todas mulheres!

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

E o Jovem no Brasil?

            Olhar para a realidade do Jovem no Brasil é entender o quanto nosso país está despreparado para lidar com o desenvolvimento social, humano e, por que não, econômico. O Brasil não sabe o que fazer com o jovem e acaba por esperar que todos eles tomem o caminho do bem e que sejam cidadãos conscientes.
Nossa educação pública não consegue dar conta de qualificar e desenvolver pessoas capazes de olhar à sua volta e refletir sobre sua própria situação. E quando sabiamente o fazem, através dos Movimentos Sociais, são fortemente descaracterizados pelas mídias como movimentos violentos e sem nada para dizer. Alguns jornais ainda insistem em relacionar o famoso Rolezinho a um simples agrupamento de pessoas ao redor de um "famosinho".
Silvio Bava, no editorial da revista Le Monde vai dizer: "A realidade é que as polícias Civil e Militar não estão preparadas para atuar nas cidades, que necessitam de um policiamento preventivo, articulado com o respeito e a defesa dos direitos humanos. As manifestações da cidadania não podem ser violentamente reprimidas, assim como não podem haver mais tortura e assassinatos por parte de quem tem o dever de garantir a paz e o fim das discriminações de gênero, raça, opção sexual e classe social."
Não podemos fechar os olhos diante desses fatos e considerar tudo "normal"!
Para nos ajudar na reflexão, gostaria de trazer uma música: "Não é sério!" Ouçam e reflitam!



Não é Sério!

Eu vejo na TV o que eles falam sobre o jovem não é sério
O jovem no Brasil nunca é levado a sério
Eu vejo na TV o que eles falam sobre o jovem não é sério, não é sério
Eu vejo na TV o que eles falam sobre o jovem não é sério
O jovem no Brasil nunca é levado a sério
Eu vejo na TV o que eles falam sobre o jovem não é sério, não é sério
Sempre quis falar
Nunca tive chance
Tudo que eu queria
Estava fora do meu alcance
Sim, já
Já faz um tempo
Mas eu gosto de lembrar
Cada um, cada um
Cada lugar, um lugar
Eu sei como é difícil
Eu sei como é difícil acreditar
Mas essa porra um dia vai mudar
Se não mudar, pra onde vou
Não cansado de tentar de novo
Passa a bola, eu jogo o jogo
Eu vejo na TV o que eles falam sobre o jovem não é sério
O jovem no Brasil nunca é levado a sério
Eu vejo na TV o que eles falam sobre o jovem não é sério, não é sério
Eu vejo na TV o que eles falam sobre o jovem não é sério
O jovem no Brasil nunca é levado a sério
Eu vejo na TV o que eles falam sobre o jovem não é sério, não é sério
A polícia diz que já causei muito distúrbio
O repórter quer saber porque eu me drogo
O que é que eu uso
Eu também senti a dor
E disso tudo eu fiz a rima
Agora tô por conta
Pode crer que eu tô no clima
Eu tô no clima.... segue a rima
Revolução na sua mente você pode você faz
Quem sabe mesmo é quem sabe mais
Revolução na sua vida você pode você faz
Quem sabe mesmo é quem sabe mais
Revolução na sua mente você pode você faz
Quem sabe mesmo é quem sabe mais
Também sou rimador, também sou da banca
Aperta um do forte que fica tudo a pampa
Eu tô no clima! Eu tô no clima ! Eu tô no clima
Segue a Rima!
Sempre quis falar
Nunca tive chance
Tudo que eu queria
Estava fora do meu alcance
Sim, já
Já faz um tempo
Mas eu gosto de lembrar
Cada um, cada um
Cada lugar, um lugar
Eu sei como é difícil
Eu sei como é difícil acreditar
Mas essa porra um dia vai mudar
Se não mudar, pra onde vou
Não cansado de tentar de novo
Passa a bola, eu jogo o jogo
Eu vejo na TV o que eles falam sobre o jovem não é sério
O jovem no Brasil nunca é levado a sério
Eu vejo na TV o que eles falam sobre o jovem não é sério, não é sério
Eu vejo na TV o que eles falam sobre o jovem não é sério
O jovem no Brasil nunca é levado a sério
Eu vejo na TV o que eles falam sobre o jovem não é sério, não é sério
A polícia diz que já causei muito distúrbio
O repórter quer saber porque eu me drogo
O que é que eu uso
Eu também senti a dor
E disso tudo eu fiz a rima
Agora tô por conta
Pode crer que eu tô no clima
Eu tô no clima... segue a rima
Revolução na sua mente você pode você faz
Quem sabe mesmo é quem sabe mais
Revolução na sua vida você pode você faz
Quem sabe mesmo é quem sabe mais
Revolução na sua mente você pode você faz
Quem sabe mesmo é quem sabe mais
Revolução na sua mente você pode você faz
Quem sabe mesmo é quem sabe mais
Eu tô no clima
"O que eu consigo ver é só um terço do problema
É o Sistema que tem que mudar
Não se pode parar de lutar
Senão não muda
A Juventude tem que estar a fim
Tem que se unir
O abuso do trabalho infantil, a ignorância
Só faz destruir a esperança
Na TV o que eles falam sobre o jovem não é sério
Deixa ele viver! É o que liga"
Charlie Brown Jr.



quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Vamos Refletir com uma Música?


Que País é esse?

Nas Favelas, no Senado
Sujeira pra todo lado
Ninguém respeita a constituição
Mas todos acreditam no futuro da Nação
Que País é esse?
Que País é esse?
Que País é esse?
No Amazonas, no Araguaia, na Baixada Fluminense
No Mato Grosso, Minas Gerais e no Nordeste tudo em paz
Na morte eu descanso mas o sangue anda solto
Manchando os papéis, documento fiéis
Ao descanso do patrão
Que País é esse?
Que País é esse?
Que País é esse?
Que País é esse?
Terceiro Mundo se for
Piada no exterior
Mas o Brasil vai ficar rico
Vamos faturar um milhão
Quando vendermos todas as almas
Dos nossos índios num leilão.
Que País é esse?
Que País é esse?
Que País é esse?
Que País é esse?


Legião Urbana



Ano de Copa?

Um novo ano sempre nos traz perspectivas de coisas e momentos diferentes que possam acontecer em nossa vida. Muitos são os desejos de tornar realidade o que imaginamos e o que tanto buscamos: momentos de felicidade!!!
Muitos filósofos acreditam que essa felicidade só pode ser alcançada através do conhecimento, o qual pode nos proporcionar uma clareza maior diante da realidade e nos permitir fazer escolhas sábias a fim de que o retorno seja igualmente bom.
A cada dia que passa percebo a importância desse pensamento filosófico e o quanto nos falta a verdade e a busca da sociedade por ela! Nos falta clareza de ações políticas, da segurança, do discurso midiático e de tantos outros meios que influenciam nossa visão sobre as coisas. As vezes tenho a nítida impressão de que vivemos em um faroeste com a eterna luta entre o bandido e o herói.
Muitos são os movimentos sociais que estão pulando na nossa cara e que dificilmente são explicados em sua origem e desenvolvimento. As frases do tipo: “Mais uma manifestação!? Virou moda agora.”, “São um bando de desocupados e vândalos!”, entre outras frases descaracterizam a luta legítima dos Movimentos Sociais.
2014 é ano de Copa do Mundo da FIFA. As propagandas insistem em um discurso ilusório de que a Copa é nossa! Uma grande farsa. E, para justificar essa falsidade, cito uma frase de Lucas Monteiro do Movimento Passe Livre: “A Copa é símbolo de um modelo excludente de cidade, de investimento autoritário que não prioriza a circulação da população, e sim o acúmulo de capital.”
De qualquer forma, o que é nosso e jamais deixará de ser é a política na qual estamos inseridos. E que, além da Copa, teremos a oportunidade de repensar o Brasil e os Estados. No entanto, não basta eleger um candidato que julgamos ser íntegro é necessário manter uma conduta de cobrança e participação sobre o que esse candidato fará.

Daí que retornamos ao nosso pensamento inicial sobre a necessidade de se desenvolver um conhecimento mais claro e preciso sobre a realidade. Só assim teremos clareza do que fazer e como fazer para buscarmos essa felicidade coletivamente. A felicidade só é verdadeira quando se pensa no coletivo! E somente quando amenizarmos as desigualdades sociais poderemos repensar toda essa estrutura de corrupção, crimes, violência, entre outros problemas.
Lucas Régis


http://reflexoesdeumprofessor.blogspot.com.br/2011/12/sobre-os-novos-movimentos-sociais.html

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Queda do Império Romano

Olá Pessoal!
Segue o vídeo assistido em sala sobre a Queda do Império Romano.
Vocês devem assistir e responder a seguinte questão no caderno:

Cite e explique três fatores que levaram o Império Romano do Ocidente a cair.

terça-feira, 19 de março de 2013

Nem o Rio Nilo, Nem a Boate Kiss

  

Invariavelmente nos anos que vão transpassando os tempos, percebemos como as chuvas vão castigando a sobrevida do povo brasileiro em grande parte do território nacional. Águas torrenciais passam e levam vidas construídas com grandes esforços e, muitas vezes, contando com a sorte para sobreviver em um contexto social deplorável, onde ninguém é lembrado ano após ano.

Ao deparar-me com as tragédias dos últimos dias, lembrei-me dos povos antigos que viviam em função das cheias do Rio Nilo. Um povo basicamente agrícola, que desenvolveu um inteligente sistema de sobrevivência a fim de utilizar a natureza em função de uma necessidade humana. Quando o Rio enchia, trazia junto consigo a fertilidade para as terras inundadas, garantindo o sustento de grande parte da população. No entanto, nada era construído em suas margens, tendo em vista que era um ato natural do Rio encher, transbordar e fecundar.

O que se vê hoje é uma afronta às “leis naturais” as quais não mudaram muito. O rio continua enchendo e inundando o que está à sua volta. O ser humano, no entanto, desaprendeu o que o povo antigo sabia de cor.

O pensamento natural que pode ser feito a partir dessa rápida comparação é que a “culpa” é do próprio ser humano e mais especificamente dos pobres e miseráveis que constroem na beira dos rios e nas encostas das montanhas... Um pensamento enganoso!

O “boom” imobiliário das especulações bancárias, a falta de fiscalização dos governos ou a banalização do que deveria ser uma fiscalização em diversos setores e a falta de estrutura social oferecida a essa população que acaba se sujeitando a morar em lugares de risco pela “simples” questão da sobrevivência, podem explicar muitos dos desastres que assolam o país ano após ano.

Há um mês e meio atrás um incêndio paralisou o Brasil na boate Kiss em Santa Maria no Rio Grande do Sul. Entretanto, ficou claro, pela divulgação de nossas mídias, que o fato poderia ser evitado se a fiscalização estivesse em ordem e se os proprietários e membros da banda usassem um pouco do bom senso. O resultado desastroso todos conhecemos.

Infelizmente a associação entre o espanto da tragédia em Santa Maria com o que ocorre todos os anos, infalivelmente, no país em função das chuvas não choca ninguém e, muito menos, a falta de infra-estrutura oferecida às pessoas que são obrigadas a viverem nessa situação. Se o Rio Nilo e a Boate Kiss não foram capazes de nos ensinar uma lição esperamos que o bom senso nos dê clareza para lutar pelo que deve ser nosso direito.

Foto retirada do link: http://g1.globo.com/rj/serra-lagos-norte/fotos/2013/03/veja-imagens-dos-estragos-da-chuva-em-petropolis-rj.html#F749266

quinta-feira, 7 de março de 2013

08 de Março - Dia Internacional da Mulher


Enquanto muitas pessoas parabenizam as mulheres no dia de hoje, a grande maioria deve parar para refletir sobre as lutas, conquistas e desafios realizados à duras penas ao longo dos anos. A luta tem que ser constante a fim de não se deixarem subjugar e voltar a ser somente um objeto. Ou se transformam em verdadeiras mulheres, como um sujeito à frente de sua história, ou serão moldadas pelo que o “capital materializante” é capaz de fazer com o ser humano. “Não se nasce mulher: torna-se”. (Simone de Beauvoir)
Prof. Lucas

domingo, 3 de março de 2013

O espetáculo ganha o prêmio!


Ao abrir as principais páginas da internet, sejam de notícias ou entretenimentos, pode-se perceber o caminho trilhado pelos meios de comunicação e que fazem parte do pensamento coletivo da população. É fato que os pensamentos, memórias, modos de falar, sentimentos e linguagens fazem parte do que o ser humano tem contato. Impossível pensar em algo que nosso sentido não tenha captado! (Um antigo pensamento platônico.)

Ao relacionar as informações acima citadas é fácil entender porque as músicas ouvidas pela população gira em torno do mesmo ritmo, melodia e estilo. É fácil entender porque é praticamente nula a variação do que se assiste pela televisão. Jornais, novelas, rádios e sites moldam e criam pensamentos, falas e sentimentos.

“Os melhores do ano”, prêmio dado pela Rede Globo no último domingo (03/03), deixa claro que os “melhores” são os mais populares e não, os que de fato são bons. No entanto, o que é ser o melhor? Uma música que repete inúmeras vezes a mesma frase sobre um carro não pode ser comparada a grandes gênios brasileiros os quais estudaram partituras e pensaram harmoniosamente a letra e o conteúdo da mesma.

Entretanto, o que ainda é pior são as opções de votação dadas ao público. É quase como se tivesse que escolher entre as opções: Sua cultura é inexistente? Você não tem identidade? Ou, qualquer coisa serve para você?

Após assistir essa mediocrização cultural com a marca Rede Globo de qualidade, é fácil entender por que a população não escolhe o melhor: por falta de opção, de educação e de condições contextuais que cada ser é obrigado a viver. Para que um cidadão possa ter a capacidade de escolher o melhor, ele precisa realmente conhecer, entender e ter condições de escolher o que é o bom.

No entanto, vive-se em uma sociedade do espetáculo. O político que aparece mais na televisão é eleito. O produto que possui mais propaganda e é mais divulgado, convence e vende mais. As roupas que as atrizes utilizam são as mais compradas. A música mais ouvida é aquela que as gravadoras mais investem em propaganda e divulgação. As escolhas são pautadas pela aparência.

Com isso, o ser humano transformou-se em uma marionete do sistema. Ouvimos, pensamos, falamos e somos o que os grandes querem. De Norte a Sul do Brasil somos massificados e perdemos a identidade de nossa terra e de nosso povo. Nesse domingo, o senso comum, as escamas e a mediocrização ganharam o prêmio de “Os melhores do Ano”.

Imagem Retirada de: http://agenciafatofa7.wordpress.com/2010/06/03/tv-espaco-de-democracia-ou-ferramenta-de-manipulacao-midiatica/

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Retire suas Escamas!!!


Ao ler o livro “A espantosa vida de Octavian Nothing” de M. T. Anderson, deparei-me com a seguinte citação: “Nos dias que se seguiram à conversa com Bono, comecei a olhar à minha volta com novos olhos – ou seja, com olhos que tinham acabado de perder as escamas, vendo tudo ao redor com profundo espanto; e pela primeira vez enxerguei e entendi que em nossa casa e nas casas que visitávamos havia pretos e brancos, agrilhoados, libertos, nascidos livres, servos por contrato, escravizados e empregados.” (p. 40)

Várias são as reflexões possíveis desse trecho, no entanto, gostaria de chamar a atenção para o fato de o garoto dizer que acabava de “perder as escamas” dos olhos e, a partir disso, ele consegue perceber coisas que antes não percebera.

A partir disso, coloco alguns questionamentos: Quais são as escamas que a sociedade nos coloca? Será que tenho a capacidade de perceber quem são os escravos e quem são os livres no meio em que vivo? Em que grupo de pessoas me enquadro: sou livre ou escravo?

 

Pense bem na resposta e faça a relação com a imagem abaixo:
Imagem retirada do site: www.geraldojose.com.br

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

A importância da Internet para a sociedade Contemporânea

http://g1.globo.com/globo-news/noticia/2013/02/julian-assange-comunicacoes-da-america-latina-passam-pelos-eua.html

Acima, estão disponibilizadas duas fontes para futuras discussões em sala. Na primeira, vemos uma criança que, antes mesmo de nascer, já está mexendo no computador. Ela representa toda a inserção do ser humano na internet e na vida digital.
Em seguida, coloquei um link do site da globo G1 que fala de uma entrevista feita com Julian Assange, o idealizador do site Wikileaks. (site que fornecia conteúdos secretos dos governos de diversos países). Julian relata a importância da internet no presente e para o futuro, assim como relata aspectos da comunicação social realizada por esse meio.

a) A partir das fontes, é possível estabelecer uma comparação delas com o conteúdo sobre a linguagem?
Justifique sua resposta.

b) O uso da internet na comunicação entre as pessoas pode ser considerado positivo ou negativo? Justifique utilizando elementos das fontes.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Tragédia no RS: O que a morte não cessa de nos dizer


Marco Aurélio Weissheimer

 

Porto Alegre - A dor provocada por tragédias como a ocorrida neste final de semana na cidade de Santa Maria sacode a sociedade como um terremoto, despertando alguns de nossos melhores e piores sentimentos. Um acontecimento brutal e estúpido que tira a vida de 233 pessoas joga a todos em um espaço estranho, onde a dor indescritível dos familiares e amigos das vítimas se mistura com a perplexidade de todos os demais. Como pode acontecer uma tragédia dessas? A boate estava preparada para receber tanta gente? Tinha equipamentos de segurança e saídas de emergência? Quem são os responsáveis?

 

Essas são algumas das inevitáveis perguntas que começaram a ser feitas logo após a consumação da tragédia? E, durante todo o domingo, jornalistas e especialistas de diversas áreas ocuparam os meios de comunicação tentando respondê-las. As redes sociais também foram tomadas pelo evento trágico. Os indícios de negligência e falhas básicas de segurança já foram apontados e serão objeto de investigação nos próximos dias. Mas há outra dimensão desse tipo de tragédia que merece atenção.

 

É uma dimensão marcada, ao mesmo tempo, por silêncio, presença e exaltação da vida. O governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, disse na tarde deste domingo que o momento não era de buscar culpados, mas sim de prestar apoio e solidariedade às milhares de pessoas mergulhadas em uma profunda dor. Não é uma frase fácil de ser dita por uma autoridade uma vez que a busca por culpados já estava em curso na chamada opinião pública. E tampouco é uma frase óbvia. Ela guarda um sentido mais profundo que aponta para algo que, se não representa uma cura imediata para a dor, talvez expresse o melhor que se pode oferecer para alguém massacrado pela perda, pela ausência, pela brutalidade de um acontecimento trágico: presença, cuidado, atenção, uma palavra.

 

Quem já perdeu alguém em um acontecimento trágico e brutal sabe bem que o caminho da consolação é longo, tortuoso e, não raro, desesperador. E é justamente aí que emerge uma das melhores qualidades e possibilidades humanas: a solidariedade, o apoio imediato e desinteressado e, principalmente, a celebração do valor da vida e do amor sobre todas as demais coisas. A vida é mais valiosa que a propriedade, o lucro, os negócios e todas nossas ambições e mesquinharias. Na prática, não é essa escala de valores que predomina no nosso cotidiano. Vivemos em um mundo onde o direito à vida é, constantemente, sobrepujado por outros direitos. Tragédias como a de Santa Maria nos arrancam desse mundo e nos jogam em uma dimensão onde as melhores possibilidades humanas parecem se manifestar: o Estado e a sociedade, as pessoas, isolada e coletivamente, se congregam numa comunhão terrena para tentar consolar os que estão sofrendo. Não é nenhuma religião, apenas a ideia de humanidade se manifestando.

 

Uma tragédia como a de Santa Maria não é nenhuma fatalidade: é obra do homem, resultado de escolhas infelizes, decisões criminosas. Nossa espécie, somo se sabe, parece ter algumas dificuldades de aprendizado. Nietzsche escreveu que muito sangue foi derramado até que as primeiras promessas e compromissos fossem cumpridos. É impossível dizer por quantas tragédias dessas ainda teremos que passar. Elas se repetem, com variações mais ou menos macabras, praticamente todos os dias em alguma parte do mundo e contra o próprio planeta.

 

Talvez nunca aprendamos com elas e sigamos convivendo com uma sucessão patética de eventos desta natureza, aguardando a nossa vez de sermos atingidos. Mas talvez tenhamos uma chance de aprendizado. Uma pequena, mas luminosa, chance. E ela aparece, paradoxalmente, em meio a uma sucessão de más escolhas, sob a forma de uma imensa onda de compaixão e solidariedade que mostra que podemos ser bem melhores do que somos, que temos valores e sentimentos que podem construir um mundo onde a vida seja definida não pela busca de lucro, de ambições mesquinhas e bens materiais tolos, mas sim pela caminhada na estrada do bom, do verdadeiro e do belo. A morte nos deixa sem palavras. Mas ela nos diz, insistentemente: é preciso, sempre, cuidar dos vivos e da vida.
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