sexta-feira, 21 de março de 2014

Mais um caso de descaso!!

Olá queridos alunos e leitores. Gostaria de compartilhar com vocês uma leitura recente de um caso igualmente recente e, por que não, chocante.

Não consigo olhar para uma realidade dessa e entender que foi um mero acaso, ou simplesmente algo "normal"...

Nossa competente polícia militar não cessa de demonstrar seus princípios e o porquê está nas ruas. Basta olhar e ver!!!

Segue o texto do brilhante Nassif:


A violência estatal que nos arrasta pelo asfalto

Para as elites do país é inadmissível que a "ordem" que lhes assegura no poder é sustentada por um grau altíssimo de violência estatal cotidiana.

Fábio Nassif
AND
Cláudia Ferreira da Silva foi assassinada por agentes de segurança pública. Moradora do Morro da Congonha, em Madureira (subúrbio do Rio de Janeiro), mãe de 4 filhos, negra, Cláudia havia saído pra comprar pão. Era domingo. Foi atingida por dois tiros, um no peito, outro na cabeça. Os policiais a jogaram no porta-malas da viatura e durante o trajeto seu corpo caiu no asfalto. Pelo relato de sua filha, Thaís, Cláudia ainda estava consciente quando foi arremessada no carro da polícia. Ela foi arrastada por pelo menos 350 metros e morreu. A cena foi gravada e divulgada na internet.
 
O roteiro que se segue diante de fatos como esse é o mesmo: os policiais afirmam que ela tinha ligações com o tráfico de drogas, que houve troca de tiros e que tentaram socorrê-la; o comando da Polícia Militar afasta os soldados envolvidos; o governo estadual promete apuração rigorosa do caso; a presidenta da República se diz chocada; a grande mídia explora o caso e se diz sensibilizada.
 
Todos esses protagonistas alimentam a mesma tese de que a morte de Cláudia se trata de uma exceção, um acidente, um erro de percurso, um incidente chocante e infeliz.
 
Os moradores da comunidade de Cláudia protestam. Mas para as elites do país é inadmíssível que a "ordem" que lhes assegura no poder é sustentada por um grau altíssimo de violência estatal cotidiana. É considerada uma ameaça ao seu "Estado democrático de direito", a percepção generalizada, por parte da população, de que o assassinato de negros pobres das periferias são regra básica e fundamental da nossa democradura.
 
Exagero? Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2013, as polícias matam cinco pessoas por dia no Brasil. Duas em cada três pessoas mortas pela polícia são negras.
 
É tão incompreensível que tantos ônibus estejam sendo incendiados por aí?

A mídia cuida de somar a quantidade deles. Convocam “especialistas” em segurança para analisar os protestos violentos. Fazem o cálculo do prejuízo financeiro de tais depredações. E a narrativa se encerra no problema do trânsito causado pelos atos de revolta. 

Ignoram, hipócrita e propositalmente, o grito da população oprimida que quer passar um único recado: os assassinatos praticados por policiais são a regra no estado de exceção que existe nas periferias.
 
Mais do que uma análise acadêmica sobre as características do atual regime político brasileiro, a verdade irrefutável é que o aprofundamento da militarização do sistema de segurança do país faz deste estado um dos mais violentos do mundo.
 
O ano de 2014 já está marcado por um nível de conflitividade social ímpar. Como lidar com uma população que tem deixado de aceitar o cotidiano massacrante que garante o poder confortante de uma minoria? Até agora o que se sabe é que o país se prepara, com leis e armas, para garantir a realização da Copa do Mundo da Fifa e, muito mais do que isso, para retomar a "estabilidade" necessária para a realização das eleições.
 
Ainda mais neste ano em que descomemoramos o golpe militar de 64, não é possível admitir a defesa da “democracia” e ao mesmo tempo a manutenção da militarização da segurança pública. Não tem sentido lógico nem político defender um modelo de ocupação territorial ostensivo e militarizado de favelas – ironicamente chamado de pacificação – e se dizer em choque com as mortes praticadas pelas forças públicas de segurança.
 
Nem mesmo o forte slogan da "guerra às drogas" - que justifica até hoje os crimes cometidos pelo Estado – têm conseguido esconder o fato de se tratar de uma guerra aos pobres.
 
Enquanto os problemas de fundo do país não forem encarados em um nível político superior e com uma agenda de enfrentamento à lógica do Capital, nossa história, incapaz de se livrar da dependência da violência estatal, continuará sendo arrastada dolorosamente pelo asfalto.  
___________
 
Fábio Nassif é jornalista da Carta Maior.

sexta-feira, 7 de março de 2014

Dia Internacional da Mulher


Nesse dia 08 de março, dia internacional da mulher, nada melhor do que olhar para nossa sociedade com olhar crítico e fazer as seguintes perguntas:
- Quais são as conquistas das mulheres nos últimos vinte anos?
- A mulher já consegue se igualar aos homens em seus direitos?
- Qual a influência cultural na vida do homem e da mulher na construção da atual organização?

O vídeo acima nos auxilia na reflexão com dados precisos sobre a realidade feminina no Brasil.
Ainda temos um longo caminho para percorrer e afim de amenizar e, por que não, acabar com essa situação de submissão e exploração da mulher.
Parabéns a todas mulheres!

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

E o Jovem no Brasil?

            Olhar para a realidade do Jovem no Brasil é entender o quanto nosso país está despreparado para lidar com o desenvolvimento social, humano e, por que não, econômico. O Brasil não sabe o que fazer com o jovem e acaba por esperar que todos eles tomem o caminho do bem e que sejam cidadãos conscientes.
Nossa educação pública não consegue dar conta de qualificar e desenvolver pessoas capazes de olhar à sua volta e refletir sobre sua própria situação. E quando sabiamente o fazem, através dos Movimentos Sociais, são fortemente descaracterizados pelas mídias como movimentos violentos e sem nada para dizer. Alguns jornais ainda insistem em relacionar o famoso Rolezinho a um simples agrupamento de pessoas ao redor de um "famosinho".
Silvio Bava, no editorial da revista Le Monde vai dizer: "A realidade é que as polícias Civil e Militar não estão preparadas para atuar nas cidades, que necessitam de um policiamento preventivo, articulado com o respeito e a defesa dos direitos humanos. As manifestações da cidadania não podem ser violentamente reprimidas, assim como não podem haver mais tortura e assassinatos por parte de quem tem o dever de garantir a paz e o fim das discriminações de gênero, raça, opção sexual e classe social."
Não podemos fechar os olhos diante desses fatos e considerar tudo "normal"!
Para nos ajudar na reflexão, gostaria de trazer uma música: "Não é sério!" Ouçam e reflitam!



Não é Sério!

Eu vejo na TV o que eles falam sobre o jovem não é sério
O jovem no Brasil nunca é levado a sério
Eu vejo na TV o que eles falam sobre o jovem não é sério, não é sério
Eu vejo na TV o que eles falam sobre o jovem não é sério
O jovem no Brasil nunca é levado a sério
Eu vejo na TV o que eles falam sobre o jovem não é sério, não é sério
Sempre quis falar
Nunca tive chance
Tudo que eu queria
Estava fora do meu alcance
Sim, já
Já faz um tempo
Mas eu gosto de lembrar
Cada um, cada um
Cada lugar, um lugar
Eu sei como é difícil
Eu sei como é difícil acreditar
Mas essa porra um dia vai mudar
Se não mudar, pra onde vou
Não cansado de tentar de novo
Passa a bola, eu jogo o jogo
Eu vejo na TV o que eles falam sobre o jovem não é sério
O jovem no Brasil nunca é levado a sério
Eu vejo na TV o que eles falam sobre o jovem não é sério, não é sério
Eu vejo na TV o que eles falam sobre o jovem não é sério
O jovem no Brasil nunca é levado a sério
Eu vejo na TV o que eles falam sobre o jovem não é sério, não é sério
A polícia diz que já causei muito distúrbio
O repórter quer saber porque eu me drogo
O que é que eu uso
Eu também senti a dor
E disso tudo eu fiz a rima
Agora tô por conta
Pode crer que eu tô no clima
Eu tô no clima.... segue a rima
Revolução na sua mente você pode você faz
Quem sabe mesmo é quem sabe mais
Revolução na sua vida você pode você faz
Quem sabe mesmo é quem sabe mais
Revolução na sua mente você pode você faz
Quem sabe mesmo é quem sabe mais
Também sou rimador, também sou da banca
Aperta um do forte que fica tudo a pampa
Eu tô no clima! Eu tô no clima ! Eu tô no clima
Segue a Rima!
Sempre quis falar
Nunca tive chance
Tudo que eu queria
Estava fora do meu alcance
Sim, já
Já faz um tempo
Mas eu gosto de lembrar
Cada um, cada um
Cada lugar, um lugar
Eu sei como é difícil
Eu sei como é difícil acreditar
Mas essa porra um dia vai mudar
Se não mudar, pra onde vou
Não cansado de tentar de novo
Passa a bola, eu jogo o jogo
Eu vejo na TV o que eles falam sobre o jovem não é sério
O jovem no Brasil nunca é levado a sério
Eu vejo na TV o que eles falam sobre o jovem não é sério, não é sério
Eu vejo na TV o que eles falam sobre o jovem não é sério
O jovem no Brasil nunca é levado a sério
Eu vejo na TV o que eles falam sobre o jovem não é sério, não é sério
A polícia diz que já causei muito distúrbio
O repórter quer saber porque eu me drogo
O que é que eu uso
Eu também senti a dor
E disso tudo eu fiz a rima
Agora tô por conta
Pode crer que eu tô no clima
Eu tô no clima... segue a rima
Revolução na sua mente você pode você faz
Quem sabe mesmo é quem sabe mais
Revolução na sua vida você pode você faz
Quem sabe mesmo é quem sabe mais
Revolução na sua mente você pode você faz
Quem sabe mesmo é quem sabe mais
Revolução na sua mente você pode você faz
Quem sabe mesmo é quem sabe mais
Eu tô no clima
"O que eu consigo ver é só um terço do problema
É o Sistema que tem que mudar
Não se pode parar de lutar
Senão não muda
A Juventude tem que estar a fim
Tem que se unir
O abuso do trabalho infantil, a ignorância
Só faz destruir a esperança
Na TV o que eles falam sobre o jovem não é sério
Deixa ele viver! É o que liga"
Charlie Brown Jr.



quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Vamos Refletir com uma Música?


Que País é esse?

Nas Favelas, no Senado
Sujeira pra todo lado
Ninguém respeita a constituição
Mas todos acreditam no futuro da Nação
Que País é esse?
Que País é esse?
Que País é esse?
No Amazonas, no Araguaia, na Baixada Fluminense
No Mato Grosso, Minas Gerais e no Nordeste tudo em paz
Na morte eu descanso mas o sangue anda solto
Manchando os papéis, documento fiéis
Ao descanso do patrão
Que País é esse?
Que País é esse?
Que País é esse?
Que País é esse?
Terceiro Mundo se for
Piada no exterior
Mas o Brasil vai ficar rico
Vamos faturar um milhão
Quando vendermos todas as almas
Dos nossos índios num leilão.
Que País é esse?
Que País é esse?
Que País é esse?
Que País é esse?


Legião Urbana



Ano de Copa?

Um novo ano sempre nos traz perspectivas de coisas e momentos diferentes que possam acontecer em nossa vida. Muitos são os desejos de tornar realidade o que imaginamos e o que tanto buscamos: momentos de felicidade!!!
Muitos filósofos acreditam que essa felicidade só pode ser alcançada através do conhecimento, o qual pode nos proporcionar uma clareza maior diante da realidade e nos permitir fazer escolhas sábias a fim de que o retorno seja igualmente bom.
A cada dia que passa percebo a importância desse pensamento filosófico e o quanto nos falta a verdade e a busca da sociedade por ela! Nos falta clareza de ações políticas, da segurança, do discurso midiático e de tantos outros meios que influenciam nossa visão sobre as coisas. As vezes tenho a nítida impressão de que vivemos em um faroeste com a eterna luta entre o bandido e o herói.
Muitos são os movimentos sociais que estão pulando na nossa cara e que dificilmente são explicados em sua origem e desenvolvimento. As frases do tipo: “Mais uma manifestação!? Virou moda agora.”, “São um bando de desocupados e vândalos!”, entre outras frases descaracterizam a luta legítima dos Movimentos Sociais.
2014 é ano de Copa do Mundo da FIFA. As propagandas insistem em um discurso ilusório de que a Copa é nossa! Uma grande farsa. E, para justificar essa falsidade, cito uma frase de Lucas Monteiro do Movimento Passe Livre: “A Copa é símbolo de um modelo excludente de cidade, de investimento autoritário que não prioriza a circulação da população, e sim o acúmulo de capital.”
De qualquer forma, o que é nosso e jamais deixará de ser é a política na qual estamos inseridos. E que, além da Copa, teremos a oportunidade de repensar o Brasil e os Estados. No entanto, não basta eleger um candidato que julgamos ser íntegro é necessário manter uma conduta de cobrança e participação sobre o que esse candidato fará.

Daí que retornamos ao nosso pensamento inicial sobre a necessidade de se desenvolver um conhecimento mais claro e preciso sobre a realidade. Só assim teremos clareza do que fazer e como fazer para buscarmos essa felicidade coletivamente. A felicidade só é verdadeira quando se pensa no coletivo! E somente quando amenizarmos as desigualdades sociais poderemos repensar toda essa estrutura de corrupção, crimes, violência, entre outros problemas.
Lucas Régis


http://reflexoesdeumprofessor.blogspot.com.br/2011/12/sobre-os-novos-movimentos-sociais.html

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Queda do Império Romano

Olá Pessoal!
Segue o vídeo assistido em sala sobre a Queda do Império Romano.
Vocês devem assistir e responder a seguinte questão no caderno:

Cite e explique três fatores que levaram o Império Romano do Ocidente a cair.

terça-feira, 19 de março de 2013

Nem o Rio Nilo, Nem a Boate Kiss

  

Invariavelmente nos anos que vão transpassando os tempos, percebemos como as chuvas vão castigando a sobrevida do povo brasileiro em grande parte do território nacional. Águas torrenciais passam e levam vidas construídas com grandes esforços e, muitas vezes, contando com a sorte para sobreviver em um contexto social deplorável, onde ninguém é lembrado ano após ano.

Ao deparar-me com as tragédias dos últimos dias, lembrei-me dos povos antigos que viviam em função das cheias do Rio Nilo. Um povo basicamente agrícola, que desenvolveu um inteligente sistema de sobrevivência a fim de utilizar a natureza em função de uma necessidade humana. Quando o Rio enchia, trazia junto consigo a fertilidade para as terras inundadas, garantindo o sustento de grande parte da população. No entanto, nada era construído em suas margens, tendo em vista que era um ato natural do Rio encher, transbordar e fecundar.

O que se vê hoje é uma afronta às “leis naturais” as quais não mudaram muito. O rio continua enchendo e inundando o que está à sua volta. O ser humano, no entanto, desaprendeu o que o povo antigo sabia de cor.

O pensamento natural que pode ser feito a partir dessa rápida comparação é que a “culpa” é do próprio ser humano e mais especificamente dos pobres e miseráveis que constroem na beira dos rios e nas encostas das montanhas... Um pensamento enganoso!

O “boom” imobiliário das especulações bancárias, a falta de fiscalização dos governos ou a banalização do que deveria ser uma fiscalização em diversos setores e a falta de estrutura social oferecida a essa população que acaba se sujeitando a morar em lugares de risco pela “simples” questão da sobrevivência, podem explicar muitos dos desastres que assolam o país ano após ano.

Há um mês e meio atrás um incêndio paralisou o Brasil na boate Kiss em Santa Maria no Rio Grande do Sul. Entretanto, ficou claro, pela divulgação de nossas mídias, que o fato poderia ser evitado se a fiscalização estivesse em ordem e se os proprietários e membros da banda usassem um pouco do bom senso. O resultado desastroso todos conhecemos.

Infelizmente a associação entre o espanto da tragédia em Santa Maria com o que ocorre todos os anos, infalivelmente, no país em função das chuvas não choca ninguém e, muito menos, a falta de infra-estrutura oferecida às pessoas que são obrigadas a viverem nessa situação. Se o Rio Nilo e a Boate Kiss não foram capazes de nos ensinar uma lição esperamos que o bom senso nos dê clareza para lutar pelo que deve ser nosso direito.

Foto retirada do link: http://g1.globo.com/rj/serra-lagos-norte/fotos/2013/03/veja-imagens-dos-estragos-da-chuva-em-petropolis-rj.html#F749266